A presença da chinesa Leapmotor na Europa é assegurada pela Stellantis, e a marca já se prepara para lançar o próximo modelo da gama, o Leapmotor B10.
Trata-se de um SUV que terá uma versão 100% elétrica e outra elétrica com extensor de autonomia, e sua chegada só deve acontecer em 2026. No mercado, ele terá pela frente rivais bastante variados, como Renault Scenic, BYD Atto 3, Skoda Elroq e Hyundai Kauai. O preço tende a ser um dos seus principais trunfos, com estimativa de estreia na faixa dos 30 mil euros.
Produção europeia do Leapmotor B10
Para driblar as tarifas da União Europeia, o B10 será fabricado no continente europeu, mas tudo indica que o local já não será o inicialmente previsto. Quando o modelo foi apresentado no ano passado, a ideia era produzi-lo na fábrica da Stellantis na Polônia, onde já sai o elétrico urbano T03.
Agora, a Reuters informa que a produção pode ser transferida para a planta do grupo em Zaragoza, na Espanha, informação que teria sido adiantada pela embaixada chinesa no país. Segundo essa fonte, estão previstos investimentos de 200 milhões de euros na unidade espanhola.
A informação ainda não foi confirmada oficialmente, mas, se isso acontecer, a fabricação deve começar no primeiro trimestre de 2026. A Leapmotor International, parceria entre Leapmotor e Stellantis, busca agora ampliar o uso de componentes de fornecedores espanhóis para alcançar o nível máximo de subsídios do governo, disse a mesma fonte.
Outras fábricas que também estão no radar da empresa chinesa são as unidades da Stellantis em Eisenach, na Alemanha, onde é produzido o Opel Grandland, e em Trnava, na Eslováquia, que fabrica os novos Citroën C3, C3 Aircross, Opel Frontera e FIAT Grande Panda, segundo a Reuters.
Por que o Leapmotor B10 não vai para a Polônia?
Como já mencionado, a intenção inicial era seguir o mesmo caminho de outros modelos da Leapmotor na Europa e produzir o B10 na unidade da Stellantis em Tychy, na Polônia.
Esse plano acabou sendo cancelado depois que o governo chinês recomendou que suas montadoras suspendessem investimentos em países que apoiaram a adoção de tarifas sobre veículos elétricos fabricados na China.
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